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domingo, 6 de novembro de 2011

E aí a música falou por mim.



"Certas coisas mudam, outras coisas não.Aprendi a confiar no tempo: esperando por você.





[Acústicos e Valvulados]

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Rubão sabe o que diz!

"Vamos! A vida é bela.Pare de namorar a morte!Beba a taça até o fim!" 
                                       [Rubens Alves]





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Navegar

A vida é assim mesmo.É sempre possível deixar o barco atracado ou só navegar nas baías mansas.Aí não há perigo de naufrágio.Mas não há o prazer do calafrio e do desconhecido.

[Rubem Alves]

sábado, 23 de julho de 2011

Joga na minha, Freud!

Tava aqui lembrando que a próxima semana será a última de férias.Eu bem feliz porque tô indo pro curso que eu sempre quis, e ainda vou ter dois dias livres de folga, quais? QUINTA e SEXTA! (woooow)  vou pagar mais barato, e me livrar da professora mais-chata-do-mundo.É muita alegria.Mereço 2 chandelles de cada sabor para comemorar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Game Over

"Se foi um jogo você ganhou: eu perdi a direção, se foi um sonho, se foi o céu eu não sei, eu que não sei perder,  perdi o sono na escuridão."


[Humberto Gessinger]







sexta-feira, 8 de julho de 2011

Os bons morrem antes*


Ontem fui ao velório de uma pessoa muito querida.Talvez o chefe mais gente boa que tive até hoje, talvez não, foi mesmo.
Ele sofreu um enfarte no domingo passado, ficou na UTI e não resistiu.Sempre que alguém assim  se vai, tão inesperadamente, tão estupidamente tirado do nosso convívio, eu fico quase paralisada, mergulho dentro de mim, e nesse mar sem fim com tantos sentimentos, lembranças, lições tiradas e a tirar, me calo.
Calar é preciso, refletir é preciso, sofrer a dor até a última gota, depois jogar pra fora.Que é o que estou fazendo agora.Convivi pouco,  não chegou a dois anos com ele, mas posso dizer que foi um pai pra mim, quantas e quantas vezes tivemos conversas dessas de pai pra filha, dessas justamente das que não tenho com meu pai.Quantas vezes ele me entendeu só de me olhar, me ofereceu ajuda, conselho, um café.Quantas vezes riu de mim porque eu badalava demais em algumas fases e chegava de ressaca no trabalho.Quantas vezes disse: aproveita pra beber porque eu não posso mais.Quantas vezes me deu uma lição quando eu estúpida e imaturamente esbravejava contra alguma pessoa ou atitude.Inúmeras.E as pérolas? Pensei em fazer até um twitter com as pérolas que ele soltava, seria: “@MeuChefeDisse”  (nem olhei se já existe) Ele achava tudo que eu dizia o máximo, e quando eu falava alguma palavra da qual ele não tinha conhecimento, ele me perguntava o que era, ria, às vezes, e depois ficava o resto do dia pedindo pra eu repetir, pra relembrar e voltar a rir.E assim o dia seguia mais leve, mais sereno, mesmo com os contratempos de um dia-a-dia de comércio.Ele dizia que eu era  “técnica de celular” sempre que precisava de alguma coisa no celular dele, pedia pra eu fazer, e eu adorava, adorava que confiasse em mim.Foi a pessoa mais honesta que já conheci, incapaz de enganar alguém , incapaz de mentir, mesmo que fosse uma coisa boba, preocupado até demais em não parecer isso, aquilo...preocupado em não magoar ninguém.Tinha um sonho bem simples: ir ao Rio de Janeiro, ele falava sempre, e a cada feriadão que aparecia, nós o provocávamos a fazer essa viagem: “Por que o senhor não vai, pega a Letinha e vai passear”? ele sempre dizia que não podia:  ­­-Vocês acham que sou rico, né? Como quando eu digo: “é fácil resolver a vida dos outros” e é mesmo, né gente? Porque se dependesse de nós, resolveríamos rapidinho, só pra ouvir depois ele contar as histórias com aquele jeito engraçado de “cornetear” as pessoas, de chamar de “Zé Povinho” como nos chamava também, carinhosamente (eu acho) hehe.
Sempre que eu me encher de roupa, luva, cachecol, vou lembrar dele pegando no meu pé e no da Bete, por sermos friorentas, ela mais do que eu, assim como as brincadeiras que fazia com a Gil e seu “Bebezinho”, sobre o “Bananinha” as conversas, as risadas, a teimosia, o jeito que tinha de expressar os pensamentos dele, as coisas que ele achava injusto, sobre o governo, sobre impostos, sobre a vida e mundo, os comentários sobre os fornecedores, o jeitinho exagerado de se preocupar demais com as coisas, as histórias que nos contava de sua infância pobre e de como alcançou sucesso na vida, como empresário, pai e cidadão içarense.
Só tenho a agradecer tudo que fez por mim, nunca me negou um pedido,  sempre me respeitou, sempre entendeu minhas limitações, é lamentável que nunca vou poder fazer o que ele me desejava: aparecer na loja bem feliz com um marido e um filhinho no colo, mostrando sempre o valor de ter uma família, como ele citava o que seu pai dizia: A gente tem que se dar bem com “famila”.
Que saudade que dá.Mas é uma saudade boa, essas são lembranças que não queremos esquecer, cada um de nós que conviveu com ele tem um carinho e um amor especial, espero que a família e os outros que o queriam bem tenham bastante força pra superar a dor, dor esta que  sabemos que custa a passar, mas o tempo se encarrega de ir apagando, deixando só a saudade doce.
A certeza mais bonita é que daqui um tempo, sempre vamos lembrar dele com um sorriso no rosto, e uma satisfação imensa de ter convivido com uma pessoa tão simples, tão honesta, tão amável quanto foi ele, meu melhor chefe: Seu Edemir.